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História e Significado - categoria LIVRE

Here are all the photographers who have participated in the contests and their photos that have been awarded.

História e Significado - categoria LIVRE View Overall Winners
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ALDO BERNARDIS

Bahia | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de ALDO BERNARDIS

Fotografei essa imagem no Making-OF Noiva. Sempre que um ente dos noivos é homenageado, eu busco criar um momento entre eles, buscando um elo de conexão. Na imagem, vemos não a noiva, mas sua irmã mais nova, que chora ao lembrar da sua mãe que não se faz mais presente fisicamente. O mais incrível dessa imagem é que a Lágrima da Filha caiu exatamente no canto inferior do olho da mãe, que na imagem, aparece sorrindo, feliz.

Uma imagem incrível e de grande impacto visual.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand
Ipanema


Entre dunas e maresia,

nasceu Ipanema, serena,

um refúgio de areia fina

onde o sol borda a pele com luz.


Antes, balneário discreto,

de passos lentos, vestidos longos,

banhos tomados como cura,

sussurros guardados pelo vento.


Mas o tempo, artesão inquieto,

foi talhando suas manhãs douradas,

trouxe artistas, sonhos, guitarras,

e fez da praia um palco aberto.


Hoje, cada onda que beija a areia

traz lembranças de um Rio eterno:

da elegância antiga à juventude livre,

da calma senhorial à poesia da vida.


Ipanema é mais que praia,

é canto, é corpo, é desejo,

um espelho líquido da alma carioca,

onde o sol nunca cansa de nascer.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

O homem solitário que não pertencer a lugar algum e, ao mesmo tempo, pertencendo ao mundo inteiro. Não carrega riquezas, não possui títulos, mas guarda em si uma liberdade que muitos jamais conhecerão. Tem pouco — às vezes apenas o pão do dia, a sombra de uma árvore, o silêncio da estrada. E ainda assim, compartilha o que tem com o próximo, porque sabe que o valor das coisas não está na quantidade, mas no gesto. Ele não tem nada, mas tem tudo: o céu por teto, a terra por caminho e a generosidade como maior tesouro.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

Eu seguro meu coração na mão


Eu seguro meu coração na mão,

literalmente,

como quem carrega um fruto maduro,

pesado de memórias,

suave de esperança.


Ele pulsa quente, inquieto,

às vezes dói, às vezes canta,

mas é meu — inteiro, exposto,

sem couraça, sem esconderijo.


Seguro meu coração

porque sei que, solto, ele voaria,

tateando o mundo em busca de abrigo,

se perdendo em caminhos de vento.


Na palma da mão

ele me lembra que viver é risco:

sangrar é também sentir,

e sentir é a única forma de existir.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

San Antonio, Texas

"Sombras do Álamo"


Ele se chamava Miguel, mas ninguém mais lembrava disso.

Para os turistas, era apenas mais um homem,

um vulto sentado à sombra do Álamo,

a poucos passos de onde, um dia, se fez história com pólvora e sangue.


Miguel dormia em bancos duros e sonhava com liberdade —

não a dos livros, nem a das bandeiras,

mas a liberdade silenciosa de quem já perdeu tudo e, por isso,

nada mais tem a temer.


Todas as manhãs, antes que o sol esquentasse demais,

ele caminhava lentamente pelo jardim do Álamo,

como se procurasse algo entre as pedras do passado.

Dizia, em voz baixa, que os fantasmas dos heróis vinham conversar com ele.

E talvez viessem mesmo.


Certa tarde, uma criança se aproximou, curiosa,

e perguntou por que ele ficava sempre ali.

Miguel sorriu, tirou o chapéu puído da cabeça,

e respondeu com os olhos úmidos:

— Porque até os que não têm casa precisam de um lugar pra chamar de memória.


E o Álamo, com sua história de resistência e perda,

era o abrigo silencioso daquele homem invisível.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

Sem dúvida, a fotografia tem o poder de registrar o momento exato de um fato histórico, mas também nos possibilita criar imagens que subvertem a realidade. Explico: nesta foto, não vemos o mar ao fundo — apenas o deduzimos pela presença do pescador à esquerda. Apesar da ausência de elementos visuais, a opção de superexpor a imagem nos permite brincar com a realidade, transformando-a em arte. Fotografar é poderoso!


Eu me comunico muito através das minhas fotos, seja para expressar um estado de espírito ou para criar uma realidade fantasiosa diante do mundo. Fotografar vai muito além do ato banal de apertar o botão da câmera; é compreender e se questionar: que história você quer contar quando aponta a câmera para algum lugar?


Qual será a história do seu próximo clique?

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

No coração do cais, onde o concreto encontra o mar e os navios sussurram segredos de terras distantes, os meninos de rua dançam com o vento. São senhores de um império invisível, saltando entre cordas náuticas e ferrugem como se fossem acrobatas do acaso. A Baía de Guanabara, para eles, não é cenário — é lar. É piscina, é palco, é liberdade líquida.

Eles não têm paredes, nem sobrenomes importantes, nem conforto. Mas têm o céu aberto como teto e a brisa salgada como perfume. Têm o agora. E esse agora é deles por inteiro. Cada mergulho é um grito de existência. Cada gargalhada, um poema contra o esquecimento.

Dizem que não possuem nada. Mas talvez possuam tudo. Porque ter o mundo nas mãos não é acumular — é sentir. É saber que o mar está ali, que o sol ainda brilha, que a amizade cabe em um olhar.

E isso… isso é riqueza demais pra caber em qualquer bolso.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

O menino e o mar


O menino correu até a beira,

os pés descalços tocando espuma,

como se o oceano fosse brinquedo

e cada onda, segredo a ser desvendado.


Ele ria, e o mar respondia

com espelhos líquidos e sal nos lábios.

Não havia medo, apenas entrega,

como se o mundo começasse ali.


O menino e o mar se olhavam,

um cheio de sonhos, o outro de infinitos.

E naquele encontro breve e eterno,

o tempo esqueceu de passar.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

Houve um tempo em que a pressa das ligações não cabia no bolso — era preciso encontrar um orelhão. Espalhados pelas esquinas das cidades, esses telefones de rua faziam parte da paisagem e da rotina. Para usá-los, era preciso ter em mãos fichas telefônicas ou, mais tarde, alguns cartões magnéticos. Era uma época em que a comunicação exigia paciência, planejamento e, muitas vezes, enfrentar uma fila.


Essa foto é curiosa justamente por isso: ela escancara o quanto a sociedade mudou em tão pouco tempo. Hoje carregamos o mundo no bolso, mas ali, sob a cúpula de um orelhão, a conversa era breve, direta, às vezes ansiosa. E mesmo assim, havia algo de mágico naquele ritual analógico — talvez fosse o valor do tempo, da palavra, ou da espera.

Os orelhões são vestígios de uma era em que a conexão humana passava por um fio. E como tudo mudou tão rápido.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

O minimalismo nos ensina que menos pode ser mais — menos objetos, menos distrações, menos ruído. Já a solidão, quando vivida com consciência, é também uma forma de minimalismo da alma: o silêncio que nos devolve a nós mesmos. No espaço vazio surge clareza, e na ausência de excessos nasce a possibilidade de escutar o que realmente importa.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

Chamam de “salto da morte”, mas poucos entendem que não se trata do fim, e sim de libertação. No instante em que os pés deixam o chão, o corpo já não obedece às regras do peso, nem às correntes da razão. É como se o ar se abrisse em portas secretas, conduzindo a alma para além do medo. O salto não é sobre morrer, mas sobre viver sem amarras — é o voo breve onde a morte perde o sentido, e a liberdade revela sua face mais pura.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

O balet da bola


Em pleno ar, a bola dança,

leve, precisa, em giros no ar,

como bailarina sem corpo,

guiada por mãos que sonham.


Cada passe é um compasso,

um salto no espaço,

no silêncio entre aplausos

É dança, é arte, é destino:


o balé da bola a rodopiar,

transformando suor em poesia,

e a brincadeira em espetáculo do olhar.

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

O caminho, o futuro, o desconhecido... o que existe no final do caminho? Até aqui, tudo valeu a pena, e eu teria feito exatamente da mesma forma. Somos o resultado das experiências que vivemos e das escolhas que fizemos. Aprendemos com os erros e celebramos os acertos. Assumir nossas decisões é essencial: quando acertamos, o sabor da vitória é ainda maior, pois foi fruto de nossa própria ação; e quando erramos, a responsabilidade também é nossa — mas o aprendizado, imenso.


Assim como a vida, nossa fotografia percorre o mesmo processo, porque ela não está dissociada de quem somos. A fotografia revela muito mais sobre nós do que sobre o assunto retratado. Fotografar é fácil. Fotografar bem também é fácil. Difícil é fotografar e se reconhecer através das próprias imagens. Envolver-se em um processo de crescimento pessoal é comprometer-se consigo mesmo — profundo, por vezes doloroso, mas necessário, pois nossas escolhas afetam não apenas a nós, mas também aqueles que amamos.


E afinal, o que há no final do caminho? Talvez seja apenas o nosso último dia. Por isso, fica a pergunta: você já fotografou hoje? E, mais importante, valeu a pena o dia de hoje?

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Alexandre Grand

Rio de Janeiro | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Alexandre Grand

Inspirar-se nas artes é essencial para a vida, ainda mais se voce quer ser uma pessoa criativa. Pintura, cinema, literatura e música expandem o olhar e mostram novas formas de narrar emoções e compor imagens. Ao mergulhar em diferentes expressões artísticas, como fotógrafo, eu aprenda a enxergar além da técnica, incorporando tudo que não é óbvio, como cores, luzes, gestos e atmosferas que transformam cada clique em algo único. É desse diálogo com as artes que nasce a verdadeira criatividade: um olhar autoral, capaz de contar histórias que ultrapassam a simples fotografia e se tornam poesia visual. Já parou pra pensar sobre isso?

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

A história da Martina e do Bernardo é uma daquelas que a fotografia abraça com toda a sua potência. Minha amiga, à espera de seu terceiro filho, decidiu registrar cada detalhe dessa gestação: no estúdio, no campo, o dia do nascimento, a chegada em casa, os primeiros dias de vida e até o acompanhamento mês a mês. Memórias que seriam o tesouro da vida de Bernardo e da sua família.

Martina, além de amiga, é fotógrafa. Nossa conexão é tão forte que ela e o marido nos escolheram para sermos padrinhos do Bernardo. Em um dos ensaios, entre risos e conversas, uma intuição me atravessou: “Amiga, que tal você dar uns pulinhos, e eu capturo você flutuando em direção à luz?”. Ela topou. De olhos fechados, leve, entregue, ela se lançou para o alto com o rosto voltado para o céu.

A foto nasceu ali, intensa e luminosa. Impressa no álbum, ela se destacou entre todas as outras. Havia algo nela que transcendia a técnica: energia, leveza, beleza. O que não sabíamos naquele instante era que aquela imagem carregava também um presságio.

Hoje, olhando para essa fotografia, entendo o que minha intuição quis revelar. Era como se a luz fosse uma estrela olhando para baixo, iluminando Martina, sua família e todos ao redor. Essa estrela, em poucos meses, ganharia nome: Bernardo.

A passagem dele aqui na Terra foi breve, apenas 75 dias. Mas suficiente para deixar marcas eternas. Ele nos ensinou sobre amor, sobre presença, sobre o verdadeiro valor do tempo. E, através dessa fotografia, sua estrela segue brilhando, iluminando nossa memória e nossos corações.

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

As picadinhas do amor


Ser mãe é, tantas vezes, ser feita de coragem.

É transformar medo em esperança, dor em promessa.

As injeções que marcam a pele são mais do que remédios:

são pequenos atos de entrega,

cicatrizes de uma luta silenciosa,

caminhos abertos para que a vida floresça.

Cada picadinha é uma declaração de amor antes mesmo do primeiro olhar.

É a mãe dizendo ao filho: “Eu vou até onde for preciso para te ter nos meus braços.”

A trombofilia impõe desafios, mas o coração materno insiste em vencer.

E mesmo quando a estrada é marcada por perdas,

a esperança se veste de arco-íris,

mostrando que após a tempestade sempre pode nascer um novo sol.

Porque ser mãe é isso:

carregar o peso da dor com leveza,

fazer da luta poesia,

e transformar cada lágrima em força.

No fim, o que fica é o bem mais precioso:

um amor que começa antes da vida

e nunca termina.

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

Às vezes, os planos mudam…mas o amor continua sendo o grande protagonista.

O ensaio da Bruna e do Arthur, na espera pelo João Pedro, seria ao ar livre. Tudo estava preparado para esse dia tão especial…até que recebi a mensagem da Bruna avisando que os planos mudariam. João Pedro resolveu dar sinais antes da hora, e o repouso absoluto se tornou prioridade.

Foi então que, ao entrar no apartamento deles, eu disse a mim mesma: independente do dia que eu tive, das horas de sono que eu perdi ou de qualquer cansaço, essa família merece o meu melhor.

E assim aconteceu. Sem cenários elaborados, sem grandes produções. Apenas o aconchego do lar, a luz suave entrando pela janela.

No fim das contas, não são os lugares que definem a força de uma memória, mas sim a verdade que ela carrega. E esse ensaio foi exatamente isso: verdadeiro, íntimo, cheio de significado.

Porque quando o amor transborda, ele é capaz de transformar qualquer espaço no cenário perfeito.

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

Às vezes, a vida nos surpreende e os planos saem do roteiro. O ensaio da Carol foi marcado, e não havia espaço para remarcar. Quando cheguei, a chuva caiu...suave, constante, inesperada, mas cheia de significado.

Poderíamos ter nos fechado entre paredes, e até começamos ali, dentro da cabana. Mas havia algo maior nos chamando: a coragem de se abrir para o imprevisível. Então fomos para fora.

De braços abertos, Carol recebeu cada gota como bênção. A chuva lavava o tempo, regava os sonhos e selava aquele instante com a força da natureza. No rosto dela, não havia incômodo, havia gratidão. Gratidão pelo milagre de gerar uma vida, por sentir a intensidade da espera, por se entregar ao momento como ele se apresentava.

Naquele dia, compreendi que nem sempre o cenário perfeito é o que imaginamos. O verdadeiro perfeito é o que vem carregado de verdade. E ali, entre gotas e sorrisos, o amor brilhou ainda mais forte.


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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

Ser casa é muito mais do que apenas abrigar. É ser morada para o amor que ainda não conhecemos, mas que já amamos profundamente, pulsando junto ao nosso coração.

Durante meses, nosso corpo se transforma em refúgio, em solo fértil, em um mundo inteiro para essa nova vida que se forma. Ele se estica, se adapta, muda a cada dia para acomodar e nutrir quem chega. E com cada mudança, ele nos lembra da força que temos, da nossa capacidade de entregar, sustentar e proteger.

E então vem o puerpério, essa fase tão intensa e delicada. É um recomeço, mas também uma despedida da mulher que éramos antes. O corpo que abrigou, agora se reconstrói, lentamente, sem pressa. Ele carrega marcas e cicatrizes, e essas são lembranças de um amor que chegou para transformar tudo.

O corpo cansa, as emoções oscilam, e as lágrimas vêm como chuva que irriga o solo. É um tempo de entrega, de aprender a ser mãe, mas também de reaprender a ser mulher. De se redescobrir em meio ao cansaço e à exaustão, de reconhecer a beleza que há em cada curva nova, em cada marca que ficou.

Não há pressa. O corpo sabe que não precisa correr para ser o que era antes, porque, na verdade, ele agora é algo novo. É uma morada que viveu e deu vida, que se doou por completo, que carregou em si um milagre. E esse milagre, ele carrega para sempre, nas marcas, nas cicatrizes da maternidade.


Esse texto e fotografia, fazem parte da história da Elisa. Ela nos deixou precocemente, mas suas memórias fotográficas seguem como eco de sua presença. Marcas de uma história que nunca será esquecida.

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

Existem histórias que nascem da coragem.

A de Júlio e Edson é uma delas.


Eles sonharam com aquilo que parecia distante: construir uma família.

Enfrentaram perguntas, atravessaram dúvidas, suportaram o peso do impossível. Mas nunca deixaram que o desejo fosse silenciado.


O amor deles pediu espaço. Pediu raízes. Pediu herança.

E quando esse amor encontra generosidade, o improvável se torna caminho.


Foi pelas mãos, pelo coração e pelo ventre da Sandri que a vida ganhou forma.

Barriga solidária, gesto imenso de entrega, não apenas gerar, mas compartilhar esperança.


Agora, João Vicente está a caminho.

Ele já carrega em si um legado de amor que não conhece fronteiras, de fé que não se deixa quebrar, de pertencimento que nasce antes mesmo do primeiro choro.


Dois pais que nunca deixaram de acreditar.

Uma mulher que emprestou o corpo para que o sonho florescesse.

E uma criança que chega trazendo a certeza de que o amor sempre encontra uma forma de existir.


Essa é a história de Júlio, de Edson, de Sandri e, sobretudo, de João Vicente.

Uma história de vida, coragem e amor.

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Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

A vida é hoje!


Alguns dias atrás, tive a alegria de registrar um ensaio newborn na casa de uma família muito especial. Estive com eles também na gestação, acompanhando a doce espera por esse bebê tão amado. No dia do ensaio, um detalhe me chamou atenção: a tatuagem do pai, gravada em sua mão: “a vida é hoje”.

Naquele momento, eu enxerguei apenas uma frase bonita. Mas hoje, ela carrega um peso e um significado ainda maiores.

Poucos dias após o ensaio, a vida mudou de forma inesperada e dolorosa. Um acidente levou embora a mãe, tão cheia de amor e entrega, deixou o pai em luta pela vida e poupou o pequeno, que saiu sem nenhum arranhão, protegido de uma forma que só Deus pode explicar.

De fato, a vida é hoje. Porque não temos controle sobre o amanhã, e porque o tempo é sempre mais frágil e precioso do que imaginamos.

Que essas imagens, registradas com tanto carinho, sejam para essa família um abraço eterno, a prova de que o amor vivido jamais se perde e que a memória se transforma em herança.

E é nesses momentos que a gente entende a preciosidade que nosso trabalho carrega. Talvez aquelas tenham sido as últimas memórias fotográficas que esse filho terá dos pais juntos.

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Photographer

Ana Zago

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Ana Zago

A história da Michele e da Taís é feita de espera, coragem e amor em sua forma mais pura. Foram sete anos de sonhos, de orações e de dias contados...até que o coração delas pudesse viver o encontro mais esperado: ter a filha nos braços.

Elas sempre souberam que um lar não é apenas paredes, mas afeto, acolhimento e cuidado. E foi esse amor transbordante que as sustentou ao longo da jornada, entre incertezas, esperas e a coragem de nunca desistir. Porque ser mãe é, antes de tudo, acreditar que o impossível pode florescer quando se ama com todo o coração.

E então, veio Liz. A promessa de Deus, a luz que chegou para colorir os dias, preencher os silêncios e ensinar que o tempo da vida é perfeito, mesmo quando parece demorado. Ela é a realização de uma família que nasceu muito antes do encontro físico. Nasceu no desejo, no amor e na entrega de duas mulheres que enfrentaram tudo para viver este momento.

Hoje, os braços que tanto aguardaram se enchem do bem mais precioso. E no olhar da Michele e da Taís, vemos a tradução mais verdadeira do que é ser família: amor, coragem e a certeza de que todo o caminho valeu a pena.

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Danilo Almeida

São Paulo | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Danilo Almeida

Na escada que desce das redes sociais, a gente não volta de um disco voador. A gente volta de um mundo onde o espetáculo substitui o real. No degrau final, a conexão é a gravidade e o momento presente, o nosso único lar. Bem-vindos de volta à Terra.

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Diego Saldanha

Rio de Janeiro | Brazil

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Palavras de Maria Eduarda Ibrahim, afilhada e bisneta...


"Essa foto carrega muito mais que um momento de formatura, ela guarda uma despedida silenciosa e cheia de amor.

Tive o privilégio de viver esse dia ao lado da minha madrinha, bisa e matriarca da nossa família. Uma mulher forte, sábia, e cheia de histórias que moldaram e moldam ainda gerações. Um verdadeiro exemplo para nossa família.

Ela era vó da minha mãe, mas pra mim sempre foi presença firme, abraço doce e olhar acolhedor. Ter essa foto comigo nesse dia tão especial foi um presente que hoje entendo com ainda mais profundidade.

É como se, de alguma forma, ela soubesse que estava se despedindo e me deixou esse registro pra lembrar pra sempre que o amor dela vai comigo pra qualquer lugar que eu for."


Data da foto: 16/05/2025

Falecimento: 19/05/2025


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Eduardo Neri

Paraná | Brazil

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Quando o matrimônio parece estar nas sombras


Essa fotografia traz uma mensagem poderosa. No alto, iluminado pelo sol, vemos Cristo crucificado: a maior expressão do amor e da entrega. Na base, a sombra de um casal que se olha com ternura, refletindo seu amor humano diante da cruz.


O simbolismo é profundo: mesmo quando o matrimônio parece estar nas sombras, há sempre uma luz mais forte que vem do alto. Cristo permanece acima, iluminado, mostrando que Ele é a verdadeira luz na vida de todo casal.


Essa imagem nos recorda que o amor humano encontra sua força no amor divino. Que o matrimônio não é apenas uma união entre duas pessoas, mas um reflexo da entrega de Cristo, capaz de iluminar e dar sentido até mesmo aos momentos mais sombrios.

Avatar do fotógrafo Eduardo Neri

Photographer

Eduardo Neri

Paraná | Brazil

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O Milagre das Rosas


“Desde adolescente sempre gostei muito das missas celebradas a Santa Teresinha do Menino Jesus que é a padroeira da cidade onde moro, Bandeirantes-Pr. As missas são sempre celebradas no dia primeiro de cada mês, mas tem como dia principal o dia 01/10.

Sempre que pedimos a intercessão de Santa Terezinha junto a Deus para que alcancemos uma graça, como um sinal de que ela atenderá nosso pedido ela nos envia uma rosa através de alguém.


Eu queria muito ser mãe, e após duas percas gestacional acabei desanimando de tentar novamente, talvez por receio de passar por todo o sofrimento de novo ou até mesmo por pensar que eu não estaria destinada a viver esse milagre. E estava tudo bem se não fosse, pois entendia que Deus sabe o que é melhor para cada um de seus filhos.


Em 2023 senti no coração a vontade de fazer a novena de Santa Terezinha que se inicia à nove dias do dia 01/10, mas nunca gostei de ir sozinha. Meu marido me acompanha às missas todo o dia primeiro de cada mês, mas não quis me acompanhar na novena. Decidi ir mesmo assim. No caminho falei que se encontrasse minha irmã iria chamar ela para ir comigo, ela estava trabalhando e só saia às 19:00, horário em que começaria a novena, e a encontrei virando a esquina para chegar na casa dela, a convidei e ela aceitou. No terceiro dia eu desanimei e não queria ir mais fazer a novena,mas minha irmão não deixou eu desistir e fomos juntas até o final.


O meu pedido durante todos os dias da novena era apenas um, o de que eu pudesse ser mãe. Ganhei 5 rosas de diferente pessoas e aquilo encheu meu coração de esperança novamente.


No dia 26/10 recebi o meu positivo. Sigo um aplicativo que marca o início da gestação exatamente no do 23/09, o dia em que iniciei a novena. Hoje estou com 31 semanas de gestão, cada dia mais perto de conhecer meu pequeno com a graça de Deus e pela intercessão de Santa Teresinha. Hoje, tenho guardada as rosas que ganhei e as que sigo ganhando como sinal de que ela intercedeu e ainda intercederá por mim.”


Carla Pelizari (Gestante da foto)



Avatar do fotógrafo Jeferson Perrot

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Jeferson Perrot

Paraná | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Jeferson Perrot

“Entre lágrimas e eternidade”


Nesta imagem, um instante que parece breve se torna eterno: o olhar de uma mãe para o filho, no altar.


Mas por trás dessas lágrimas havia uma batalha silenciosa. Acamada, lutando contra o câncer e com forças já tão frágeis, ela reuniu cada gota de coragem para estar presente. Conduziu seu filho até o altar, permaneceu o quanto pôde, e, mesmo sem resistir até o fim da celebração, fez questão de estar nas fotos com a família.

Pouco tempo depois, partiu — deixando, neste olhar, a eternidade do seu amor.


Esse momento me marcou de forma profunda. Em 2020, perdi meu pai para o câncer. Ao testemunhar a história dessa mãe, foi impossível não reviver minha própria dor, não me reconhecer naquela despedida silenciosa. Precisei parar, me ausentar, respirar e secar minhas lágrimas antes de continuar fotografando.


Esse casamento ressignificou tudo o que eu conhecia sobre fotografia de casamentos. Me fez entender o poder de cada clique que fotografo: não apenas registrar, mas eternizar histórias que jamais podem ser esquecidas.

Avatar do fotógrafo Júlia Wagner

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Júlia Wagner

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Júlia Wagner

O gesto simples de um avô segurando sua neta carrega uma imensidão de sentidos. É o elo entre gerações, o guardião da memória familiar. Sua mão, que já sustentou tantas histórias, agora repousa com ternura sobre Ingrid. Aqui, o tempo se dobra. A experiência e a juventude se encontram.

O amor não precisa de palavras, está inteiro nesse toque suave, nesse olhar cúmplice.

Ser avô é isso: ser porto seguro, ser afeto traduzido em gesto. É um amor que chega mais leve, doce, sem a pressa da juventude, como se fosse uma segunda chance de viver o cuidado.

Essa imagem se torna um testemunho silencioso de como os laços familiares não se limitam ao sangue, mas se estendem em presença, em dedicação, em ternura.

Um retrato que guarda, para sempre, a doçura do amor entre gerações.

Avatar do fotógrafo Júlia Wagner

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Júlia Wagner

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Júlia Wagner

Há amores que chegam cedo, outros que se demoram para acontecer, mas quando chegam, trazem em si a sensação de que sempre estiveram ali. Larissa e Tiago se encontraram depois de outras histórias, cada um trazendo na pele suas marcas, suas cicatrizes, seus símbolos. E foi nesse encontro tardio que descobriram que o amor, quando é verdadeiro, não precisa ser perfeito, só precisa ser inteiro.


As tatuagens que carregam são páginas de histórias distintas, mas agora se entrelaçam. Na mão, o “Sou/nós” que, dependendo do olhar, revela a essência desse amor: dois que se tornam um, sem perder sua individualidade. Companheirismo, parceria, respeito não são apenas palavras, são vivências diárias, tatuadas no coração antes mesmo da pele.


Essa fotografia é mais que um retrato de casal, é a materialização de um encontro que mudou destinos. A lembrança de que o amor pode recomeçar a qualquer tempo, e que, quando encontra abrigo, floresce sem medo.

Avatar do fotógrafo Laura Spohr Batista

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Laura Spohr Batista

Rio Grande do Sul | Brazil

História e Significado - categoria LIVRE — fotografia premiada de Laura Spohr Batista

O céu estava azul e ensolarado, os passarinhos cantavam e o sorriso da Cecília completava o brilho daquele final de tarde de janeiro.

Tudo seguia tranquilo, até que a Martina chegou com o presente nas mãos. Foi então que aconteceu o inesperado: Cecília saiu correndo, fugindo dela! O gesto de entregar algo simples se transformou em brincadeira. Uma corria para escapar, a outra corria para alcançar. E assim, entre risadas, nasceu essa lembrança.

Hoje, em preto e branco, a fotografia guarda não apenas a fuga divertida, mas também a magia da infância: a simplicidade, a aventura e histórias que ficam para sempre e que divertiu todos ao redor.